“Não foque o jogo; foque o seu preparo. A sua entrada no jogo, bem como, a sua vitória, dependerá de como você estará preparado para jogá-lo.”
Quando decidi escrever o livro
Efeito Caixa D'Água (clique no link e baixe gratuitamente) passava a pior fase da minha vida; se precisasse dar á alguém um exemplo de pessoa não próspera não haveria exemplo melhor do que eu mesmo. Eu vivia pensando “como posso escrever um livro sobre prosperidade vivendo na miséria?” Eu sei que isso já justificaria ler o livro, seria no mínimo curioso e valeia a pena comprá-lo só para saber o que um “misero escritor” teria para falar sobre “prosperidade”.
Este capítulo do livro foi o último que escrevi e fiz questão de colocá-lo como primeiro a seu lido; depois de ter desistido continuar a escrevê-lo não resisti e voltei só para concluí-lo com esse capitulo. O que me levou a tomar a decisão de desistir foi porque estava me sentindo muito mau escrevendo sobre algo que não funcionava na minha vida, cheguei a pensar que estava ficando louco. Nesse período havia alguns versículos que brigavam entre si em minha minha cabeça, são eles:
Esses: 15 Porque diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e terei compaixão de quem me aprouver ter compaixão. 16 Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus que usa de misericórdia. 18 Portanto, tem misericórdia de quem quer, e a quem quer endurece. (Romanos 9: 15, 16 e 18)
Brigavam com esse: Em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar; e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, assim lhe será feito. (Marcos 11: 23)
Um versículo diz que basta crermos para alcançar o que queremos, porém o outro diz que não depende de nós, mas da misericórdia de Deus. Porém, ao analisá-los melhor cheguei a conclusão de que fomos ensinados erroneamente a respeito do nosso foco em relação á um objetivo.
Milhões de pessoas acreditam que devemos mirar no objetivo para alcança-lo, para mim hoje isso não passa de um puro engano. O foco nunca deveria ser o objetivo principal, mas sim, o nosso preparo para quando chegarmos ao objetivo.
O momento mais importante de um jogo está na fase de preparação dos jogadores e não no jogo. A vitória será apenas a consequência desse preparo, quanto mais o jogadores estivem preparados, mais chances terão de sair do jogo como vencedores.
O ponto predominante e que decidirá se vamos ou não se chamado para jogar será o a qualidade de nossa preparação. A escalação dos jogadores titulares, bem como, os que ficarão na reserva será de responsabilidade do Técnico, caberá somente a Ele esta escolha.
Com base nos versículos que mostrei anteriormente entendemos que não basta apenas crermos que conseguiremos o que queremos é preciso haver a vontade de Deus para que as coisas aconteçam em nossas vidas.
O técnico de um time tem uma visão diferente do jogador em relação ao jogo, a visão do técnico é mais ampla, ele consegue ver o jogo num todo diferente do jogador que só consegue ver o que acontece ao seu redor, o técnico sabe a qualidade e o preparo de cada um de seus jogadores, sabe quem e quando usar cada um deles no momento mais oportuno.
No jogo da vida funciona exatamente igual; Deus conhece cada um de nós e sabe quais são as nossas qualidades e habilidades, inclusive se estamos ou não preparados para o que queremos em nossas vidas.
“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações.” (Jeremias 17: 9 e 10) [ênfase adicionada]
"Pois os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." (Isaías 55: 8 e 9 )
Muitas vezes queremos algo que achamos que será bom para nós, porém, precisamos aceitar que Deus pode ter um pensamento diferente em relação a nossa opinião com base quem somos e se estamos ou não preparados para administrar o que queremos em nossas vidas.
Querer ser próspero pode até soar bem aos nossos ouvidos, mas, sabemos que se não estivermos preparados para esse jogo a prosperidade diferentemente do que pensamos poderá se tornar em um grande problema em nossas vidas.
Chamar um jogador despreparado para jogar poderá condená-lo com uma contusão grave, como poderá também comprometer toda a partida e muitas vezes até o próprio campeonato. Somente um técnico louco e totalmente descomprometido com o time tomaria uma decisão como essa e pelo que sabemos Deus não é louco, portanto, não chamaria alguém para ser próspero sem que essa pessoa estivesse devidamente preparada para recebê-la.
2 Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis. 3 Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. 4 Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. (Tiago 4: 2, 3 e 4) [ênfase adicionada]
1“Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir. 2 Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59: 1 e 2) [ênfase adicionada]
A minha experiência de vida me fez concluir que erramos quando colocamos o nosso foco na riqueza ao contrario disso devemos colocar todo o foco em nos tornar preparados e aptos para recebê-la em nossas vidas. A decisão final de quando ou se seremos próspero será de Deus com base Seus objetivos em relação ao jogo, a você e as pessoas que serão atingidas direta ou indiretamente pela sua prosperidade.
As vezes perguntamos: “Até quando irei ficar me preparando para jogar?”
O fato de você estar sentado no banco não significa que você não esteja preparado para jogar. Muitas vezes os titulares saem do banco de reservas e se destacaram na partida dando a vitória ao seu time. O técnico sabendo da sua capacidade e do seu nível preparo poderá deixá-lo para ser usado no momento mais adequado da partida; quem sabe como o “coelho da cartola” do técnico”. A única coisa que o jogador reserva precisa estar é preparado para quando o seu momento de entrar no jogo chegar.
Tenho para mim que deixamos de receber muitas benção simplesmente pelo fato de não estarmos preparados para recebê-la. Passamos anos, após anos, muitos levam a vida inteira sem se preparar e com isso não nunca entraram no jogo. O cemitério está cheio de túmulos contendo homens e mulheres que morreram com seus dons e projetos inacabados por nunca terem se preocupado em se preparar para jogar, o campeonato acabou para eles sem ao menos terem jogado uma única partida.
“Um bom exército é aquele que se mantém devidamente preparado mesmo nas épocas de paz.”
Procurei achar na bíblia alguns exemplos de pessoas que tiveram de se preparar, sentar-se no banco reserva e ficar aguardando o momento de entrar no jogo e depois de terem sido chamados acabaram como titulares absolutos do time de Deus.
É impressionante a quantidade de exemplos, mas decidi optar pelos mais “populares”, se assim posso denominá-los. Mas, ao pesquisar percebi também outros personagens que tiveram a oportunidade de se preparar para entrar no jogo como titulares e não se deram conta disso, muitos desses que não estavam devidamente preparados ao ser chamados entraram para jogar acabaram saindo do jogo como um “fiasco”. Saul, Sansão e Judas são alguns exemplos de pessoas que entraram para jogar despreparados e saíram contundidos e nunca mais puderam jogar; junto deles poderia dar vários outros exemplos na minha família, na sua família e na família do seu vizinho.
Porém há aqueles jogadores que se preocuparam em se preparar e aguardaram pacientemente no banco o momento que fossem chamados. Observe que nos casos que menciono a seguir todos sem exceção passaram por uma boa fase de preparo antes de serem convocados para entrar no jogo como titulares absolutos.
Josué e Calebe
O povo de Israel percorreu o deserto durante quarenta anos, você já se perguntou porque tiveram de caminhar tantos anos um percurso que poderia ser feito em apenas onze dias? A única resposta que me vêm a mente é a de prepará-los para torná-los preparados para construir uma nação.
Mas, de todos os que passaram por esse período apenas Josué e Calebe se mantiveram preparados e foram os únicos que foram chamados para entrar na terra prometida, os demais apesar do longo tempo que tiveram para se preparar não se importaram, uns chegaram a ficar no banco e outros nem ao menos se sentaram nele.
José
Um pouco mais adiante na história temos José; qual sentido haveria de alguém como José considerado um homem de Deus ser vendido pelos seus irmãos como escravo, e qual sentido haveria de ser preso injustamente por dois anos. A única explicação plausível foi a de também de prepará-lo para que pudesse ter as condições necessárias para entrar no jogo que o aguardava.
Quando José foi chamado acabou se tornando a segunda pessoa mais importante do Egito, nem mesmo Faraó tomava qualquer decisão sem consultá-lo antes. Qual seria a capacidade administrativa de José para se tornar um governador tão importante se Deus não o tivesse lhe preparado antes. No período em que José foi escravo acabou sendo o principal deles, foi posto por Potifar como a pessoa responsável pela administração da sua casa, posteriormente preso e também por conta da sua capacidade de administrar foi colocado como administrador da prisão. Veja que interessante, José ao sair da prisão acabou sendo nada mais e nada menos do que o principal administrador, o governador do Egito, com certeza isso só se tornou possível graças ao preparo que conseguiu durante o período em que viveu como escravo e prisioneiro.
Um pouquinho mais adiante na história temos Davi
Davi quando ainda jovem tinha como função cuidar das poucas ovelhas do seu pai; nesse período ao cuidar das ovelhas teve de enfrentar duas situações dignas de um guerreiro, encarou nada mais e nada menos um leão e um urso em nome de proteger as poucas ovelhas que estavam sob sua responsabilidade, um pouco mais tarde acabou encarando gigante tendo o mesmo objetivo só que desta vez proteger o seu povo. Após algum tempo acabou sendo ungido para ser rei do seu povo, porém, pelo visto, ainda não estava preparado o suficiente para entrar no jogo que o aguardava.
Davi mesmo ungido para ser rei não pôde assumir sua função, mas ao contrario teve de viver durante um bom período fugindo de Saul que motivado pelo ciúme queria matá-lo a qualquer custo. Veja que mesmo sendo ungido como rei teve de ficar sentadinho no banco de reservas esperando o momento de ser chamado para entrar em cena. Ao assumir como rei Davi cuidou do seu povo do mesmo jeito que cuidava das ovelhas de seu pai, tornou-se um rei cuidadoso, zeloso com seu povo e não deixou de ser o mesmo guerreiro que enfrentou um leão, um urso e um gigante, sem dúvida foi o seu bom preparo que o habilitou tornar-se titular absoluto dessa história.
“É a nossa teimosia que ocasiona a demora de nossas bençãos.”
Os apóstolos
Nem mesmo os apóstolos ficaram de fora; observe que todos eles, sem exceção tiveram de passar por um período de preparação antes de se tornarem titulares.
Muitas vezes quando passamos por dificuldades não compreendemos a situação e achamos que Deus não se importa conosco; na verdade quando pensamos assim estamos agindo da mesma maneira que Saul, Sansão e Judas, possivelmente os resultados que alcançaremos serão os mesmos. Mas o oposto é verdadeiro; se agirmos como Josué, Calebe, José e Davi os resultados serão os mesmos, por isso devemos tomá-los como exemplo seguindo seus passos, se preparando antes de assumirmos nossa posição como titulares, é nesse momento do jogo que poderemos dizer á um monte para “se erguer e se lançar ao mar” e assim sucederá.
Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós, e orou com fervor para que não chovesse, e por três anos e seis meses não choveu sobre a terra. (Tiago 5: 17) [ênfase adicionada]
Os homens mais importantes da história não foram diferentes de nós, tinham as mesmas paixões e as mesmas dúvidas que temos hoje em relação á vontade de Deus para nossas vidas.
Será que Josué e Calebe não queriam entender porque tinham de andar tanto já que a terra prometida ficava á apenas onze dias de caminhada.
Será que José não se perguntava o porque teve de ser vendido como escravo e preso injustamente já que servia á Deus.
E Davi, será que não questionava “que rei sou eu?” Porque fui ungido rei e tenho de ficar passando fome e fugindo para não ser morto? Será que todos eles simplesmente aceitaram suas condições sem questionar suas situações?
Nesse caso existem dois tipos de pessoas:
Aqueles que questionam e desistem por não aguentarem a pressão e de não entenderem o motivo de tantas dificuldades. E há aquelas pessoas que como Josué, Calebe, José, Davi e os apóstolos que com certeza também questionaram por não entenderem o que estava acontecendo em suas vidas, mas a confiança que tinham em Deus era maior e acabaram superando todas suas dúvidas. Creio sinceramente que o principal motivo que nos leva sofrer em demasia fica conta da nossa “teimosia”, exatamente como aconteceu com Saul, Sansão, Judas e o povo de Israel enquanto percorriam o deserto, a teimosia que tiveram em relação á vontade de Deus para suas vidas fizeram com que não tornassem jogadores titulares.
“Como podemos querer ser guiados por alguém se não confiamos plenamente naquele que nos guia.”
Quando decidi escrever esse livro primeiro imaginei como ele seria; o foco principal que dei foi na quantidade de páginas que ele deveria ter. Fui a estante e peguei alguns livros padrões usando como base sua grossura, não pensei no conteúdo eu queria que o livro fosse robusto, com muitas páginas, para mim um livro para ser respeitado tinha de ter pelo menos cento e oitenta páginas. Mas com o tempo percebi que não seria fácil escrever tantas páginas assim, já estava pensando que algo em torno de noventa e cento e vinte páginas já estaria de bom tamanho. Depois que tracei esse objetivo comecei a pensar no livro editado; devo ser o único escritor que começou um livro pela capa.
Meus pensamentos ficavam no quanto seria bom o livro para as pessoas e no dinheiro e fama que ganharia, nas portas que me seriam abertas, todo o meu foco estava mais no resultado final do que no conteúdo do livro. Cheguei ao ponto de ter o site do livro com a capa estampada na primeira página juntamente com a sinopse destacando-o como o primeiro a aparecer em famoso site de busca, já mencionava-o nos principais blog's antes mesmo de começar a escrevê-lo. A minha brilhante ideia era quando tivesse terminado de escrevê-lo o livro já fosse bem conhecido como aqueles jogos de vídeo game que antes de lançarem já existe uma imensa fila de espera para comprá-lo. É como se eu já comemorasse a vitória de uma partida que poderia acontecer sei lá com quem, daqui á sei lá a quantos anos.
Para minha pura e amarga ilusão ao terminar de escrevê-lo comecei a procurar uma editora para publicá-lo, tinha para mim, haja vista, a grande obra e minha experiência comercial que seria uma “baba” arrumar uma editora; depois de algumas tentativas frustadas já pensava seriamente em desistir do sonho de me tornar um escritor famoso e respeitado; era difícil admitir que nenhuma editora tivesse uma visão sábia e empreendedora, como podem se dar ao luxo de não demostrar qualquer interesse nessa maravilhosa obra literária. Não demorou muito para chegar que alguém errou nesse processo, e claro, não fui eu. Não demorou muito para começar a questionar ninguém mais, ninguém menos que Deus. Dizia.., eu não entendo porque o Senhor não fez ninguém se interessar em publicar o “nosso livro”? Veja que o livro nessa altura já não era só meu e sim “nosso”. Porque o Senhor deixou que eu acreditasse que esse livro era sua vontade? Afinal, não foi o Senhor que me levou a escrevê-lo?”
Fiquei indignado e dizia constantemente: “que prosperidade é essa que escrevi? Já era para mim uma tese de prosperidade maluca que não funcionava nem para seu próprio escritor. Viver na situação “miserenta” em que me encontrava e escrever um livro sobre prosperidade é para a maioria pelo menos começo de um pequeno distúrbio mental ante de uma loucura crônica; seria como escrever a receita de um bolo sem nunca ter feito um e nem provado dele.
Mas sentia que algo falava mais alto em meu coração; constantemente vinha em minha mente: “Escrever um livro sobre prosperidade na condição em que você se encontra lhe dará a credibilidade que nenhum outro escritor que escreveu sobre o mesmo assunto tivera.”
Pensando bem, escrever um livro de prosperidade depois de se tornar próspero é até fácil, tudo o que escrever será tido como certo, mesmo que o que tenha escrito seja uma idiotice, afinal quem escreveu testifica-o sendo rica; agora sair da miséria e se tornar próspero seguindo os passos do próprio livro é que são elas. E pensando bem, não seria a primeira vez que Deus usava de forma inusitada uma pessoa para chegar a um objetivo, então pensei, porque então não poderia usar-me também?
5) Assim Gideão levou os homens à beira d'água, e o Senhor lhe disse: "Separe os que beberem a água lambendo-a como faz o cachorro, daqueles que se ajoelharem para beber". 6) O número dos que lamberam a água levando-a com as mãos à boca foi de trezentos homens. Todos os demais se ajoelharam para beber. (Gênesis 24: 5 e 6) [ênfase adicionada]
Neste caso, Deus usou exatamente os homens que nós não usaríamos de jeito nenhum para acompanhar-nos numa batalha. Eu, em hipótese alguma passaria em minha cabeça escolher um monte de “loucos” que tomavam água lambendo-a como cachorro. Sendo assim, porque deveria me considerar uma carta fora do baralho, talvez eu fosse um desses “loucos” que Deus escolhera para beber água como cachorro. Para Deus o que estava em questão não era a maneira como bebiam a água, mas naqueles que ouviam a sua voz e lhe obedecia, Deus falou ao coração desses homens considerados “loucos” e levou-os a beber água de forma diferenciada, os demais que beberam a água da maneira “normal” não deram ouvido ao toque de Deus e por isso não foram escolhidos para jogar.
O processo inicial até a conclusão do livro aconteceu de uma forma bastante interessante, nada foi programado, nunca soube o que sairia da minha cabeça, ele foi escrito praticamente em sua totalidade por pura inspiração; eu simplesmente abria o notebook de manhã e começava escrever sobre algo que viera em meu coração durante a madrugada. Nesse período era comum acordar de madrugada com algo no coração e ficava por horas meditando a respeito. O mais interessante para mim e que deu muita força de continuar é que os versículos bíblicos vinham só depois de terminar de escrever o capitulo, eu os procurava de forma que pudessem se enquadrar dentro do que já havia escrito. Esse processo acabou me dando uma certa tranquilidade, pois, para mim funcionava como um aval bíblico para aquilo que havia escrito.
É muita responsabilidade para alguém que crê em Deus escrever um livro a respeito de algum assunto onde as pessoas serão influenciadas a seguirem o que foi escrito. E se o que se escreveu for fruto de uma imaginação loucamente fértil de um escritor? E se o que se escreveu achando certo, estiver completamente errado aos olhos de Deus? Imagine o preço que se pagaria por tamanho erro.
De qualquer forma acabei aceitando o recado e tomei a decisão que a partir daquele momento o objetivo não seria mais a publicação do livro. Ser publicado ou não deveria ser algo que tinha que partir da vontade de Deus eu apenas escreveria e me prepararia para entrar no jogo quando Ele achar conveniente.
Para minha surpresa no momento que mudei o foco da publicação e parei de pensar nas beneficies que o livro traria para apenas o de me preparar para o que pudesse vir após seu término, a quantidade de páginas que achava impossível alcançá-la “cento e oitenta”, pulou para quase “novecentas páginas”.
Porém essa façanha trouxe outro problema; o livro tornou-se inviável comercialmente além de ser um investimento arriscado pois o autor era um personagem desconhecido, seria caro demais para publicá-lo por causa das quantidades de páginas, o valor que seria gasto para publicá-lo daria para publicar pelo menos quatro outros livros de cento e cinquenta páginas de autores mais renomados. De qualquer forma e com todo o respeito possível esse problema não era meu e por isso não deveria me preocupar com esse pequenino detalhe e continuei a escrevê-lo e fazer tudo o que era possível para estar preparado para o dia que fosse chamado para entrar no jogo.
Se pudesse exemplificar a prosperidade em poucas palavras, essa frase seria: “estar preparado.”
Depois de passar por esse processo percebi que o maior problema que leva as pessoas a não conseguirem suas bençãos acontece simplesmente pelo fato de não estarem preparado e principalmente de colocar o foco no objetivo final deixando de lado o que é mais importante, “a preparação”.
“Estar preparado é fundamental para sabermos o que deverá ser feito com a benção depois de tê-la recebido.”
É errado pensar que Deus prosperará alguém de forma fácil sem prepará-lo antes, não devemos acreditar que seremos prósperos simplesmente porque contribuímos regularmente com os dízimos e ofertas. Se apenas isso prosperasse cairiam milionários ás pencas nas igrejas evangélicas e qualquer um que as frequentam poderão constatar de perto que isso não corresponde a verdade.
Deus antes prepara seus escolhidos, colocá-os no banco reserva, para só depois e no momento certo usá-los de forma eficaz.
Veja a seguir uma conversa entre Elias e Deus e veja a resposta que Elias recebeu de volta:
A conversa: 13 Quando Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: "O que você está fazendo aqui, Elias?" 14 Ele respondeu: "Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, o Deus dos Exércitos. Os israelitas rejeitaram a tua aliança, quebraram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada. Sou o único que sobrou, e agora também estão procurando matar-me". (1 Reis 19: 13 e 14) [ênfase adicionada]
A resposta: No entanto, fiz sobrar sete mil em Israel, todos aqueles cujos joelhos não se inclinaram diante de Baal e todos aqueles cujas bocas não o beijaram". (1 Reis 19: 18) [ênfase adicionada]
Penso que Elias, naquele momento, se achava a última bolacha do pacote e que Deus só teria ele como única opção para o jogo, puro engano; Deus tinha pelo menos mais “sete mil” homens sentadinhos no banco de reservas esperando ser chamados para entrar em cena, por isso devemos tomar cuidado para não pensarmos como Elias.
“Se você não se preparar não estará apto para jogar e Deus terá que usar outro para jogar em seu lugar.”
Vejo muitas pessoas na internet, através de livros e palestras propagarem suas receitas milagrosas para a prosperidade, falam como se fosse uma receita de bolo, basta seguir os passos para depois se tornar pessoas prósperas. É o segredo da prosperidade, orações que trazem prosperidade, como atrair prosperidade em sete dias, como se alguém pudesse atraí-la e não conquistá-la, prosperidade através da força do pensamento, teologia da prosperidade, pedras e amuletos, objetos que trará a prosperidade se estiverem virados para a porta de entrada, mandingas para atrair prosperidade, pulos sobre ondas, uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete..., mil dicas para receber a prosperidade, são tantas as opções que nos deixam confusos.
Mesmo se eu quisesse não poderia falar a mesma coisa; na época que me dei a escrever esse livro não havia em mim sequer uma pontinha de prosperidade em minha vida. Foi um período muito difícil, estava longe dos meus filhos, recém separado da mulher que amava, sem dinheiro, muitas dívidas, já madurinho e além disso carregava uma carreira de seguidas falências empresariais dentre outras coisas que prefiro nem mencioná-las agora.
“Você só estará pronto para receber alguma coisa se estiver preparado para recebê-la.”
Somente Deus sabe o momento certo de entrarmos no jogo, portanto, se quisermos jogar devemos nos manter em constante preparo.
1 Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. 2 E cinco delas eram prudentes, e cinco, loucas. 3 As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. 4 Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. 5 E, tardando o esposo, tosquenejaram todas e adormeceram.6 Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro! 7 Então, todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas. 8 E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. 9 Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós. 10 E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. 11 E, depois, chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, senhor, abre-nos a porta! 12 E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. 13 Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir. (Mateus 2: 1 á 13)
Poderíamos considerar a prosperidade como um jogo; para que possamos jogá-lo devemos nos preparar para recebê-la em nossas vidas, jamais seremos prósperos se não entendermos a sua verdadeira finalidade. Seria mesquinho demais acharmos que á prosperidade têm como única finalidade nos tornar ricos e para que possamos desfrutar de coisas que o dinheiro pode nos dar. Vejo a prosperidade algo que não têm outra finalidade a não ser a de ser usada para abençoar outras pessoas com ela.
Na verdade a pessoa que se torna próspera acaba indo de carona desfrutando das beneficies que a prosperidade traz junto dela. Se não estivermos junto de Deus jamais seremos prósperos; seria como se o seu pai fosse rico e você não, mesmo não sendo, não deixará de se beneficiar da condição dele ser rico.
Para mim pessoas prósperas são usadas por Deus para distribuir suas riquezas entre aqueles que não estão preparadas para serem prósperas, para aqueles que ainda não entenderam o verdadeiro significado da prosperidade.
Uma pessoa próspera não pode ser mesquinha e irresponsável com o que pertence á Deus. Imagine um pai com quatro filhos pequenos (4, 6, 7 e 9 anos), e esse pai decide comprar alguns pirulitos, doces e balas, ao chegar em casa dá ao seu filho mais velho e pede para que ele distribua todos os doces entre seus irmãos, porém esse filho mais velho decide ficar com tudo para ele e não os distribuí como seu pai havia pedido. Imagine você qual foi a reação desse pai quando descobriu o que seu filho mais velho fez com os doces que deveriam ser distribuídos? Será que esse pai confiaria nele da próxima vez? Podemos numa primeira análise achar que o filho mais velho errou, mas se analisarmos melhor veremos que quem errou mesmo foi o pai que confiou algo á alguem que não estava preparado para executar o seu mando. Se esse pai fosse responsável teria preparado seu filho mais velho antes e o resultado seria outro, todos os filhos inclusive o mais velho teriam sido beneficiados com as guloseimas presenteadas pelo pai.
Enquanto nós não pararmos para ouvir o que o Pai tem a nos ensinar a respeito da prosperidade não receberemos nada para distribuir entre nossos irmãos. Enquanto não dermos á atenção sincera aos Seus ensinamentos ficaremos apenas sentadinhos no banco aguardando que algum irmão mais velho distribua alguma coisa á nós. by Doutor Fé
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